Os funcionários da agência dos Correios da cidade de Queluz não aderiram à paralisação que a categoria decidiu ontem, dia 15, em assembleias regionais, por tempo indeterminado. Os serviços bancários e entrega e envio de correspondência continua sendo feito normalmente pela agência. De acordo com o responsável pela agência de Queluz, José Flávio, serviços como o Sedex podem levar mais tempo para ser entregue do que o convencional, e se a unidade dos Correios de onde uma correspondência possa sair estiver em greve, o prazo para chegar ao município também pode demorar.
Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 41,03% e aumento de R$ 300 no piso da categoria, redução da jornada de trabalho sem redução de salário e contratação de mais servidores via concurso. A última proposta dos Correios foi de um aumento de 4,5%, correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos últimos 12 meses até a data-base, que foi no dia 1º de maio. Os servidores não aceitaram. Ainda hoje a direção dos Correios fará nova proposta - não divulgada - para o comando de greve, segundo informações do portal G1.
O Diretor de Recursos Humanos da empresa, Pedro Magalhães, disse que 8% dos 116 mil funcionários aderiram ao movimento. Sobre os 30% que deveriam trabalhar para garantir serviços essenciais, a assessoria informou que não existe percentual definido pela lei e a decisão será do juiz que vier a julgar o caso.
Seis estados ficaram de fora da paralisação: Espírito Santo, Roraima, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pará e Tocantins.
A agência dos Correios em Queluz, funciona de segunda à sexta, das 9h às 17h, no Centro.
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